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Desaqueça, por favor.
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– Por favor, gelo para o café! – Pediu depois que o líquido amargo queimou a boca e adoçou a imagem dela. Segundo gole. A cafeteira na mesa coava histórias. A mão dela brincava com cubos de açúcar. Terceiro gole. O perfume dela que saía da xícara tornou-se líquido em seu rosto. Cristaizinhos de açúcar espalhados na mesa. Quarto gole. O sorriso dela fundia-se...

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Uma vez mais
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Uma vez mais

Jun 5, 2015 by

A bala tinha que explodir seu cérebro antes que abrissem a porta. A arma despenteava o cabelo sobre a orelha. As lembranças empurravam o gatilho e as batidas na porta o emperravam. Retratos observavam. O desespero do trinco adormeceu o braço. O giro da maçaneta tirou seu ar. Três liberdades atingiram a parede ao lado da porta, criando mais três manchas vermelhas sobre algumas...

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O gole e o desejo
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O gole e o desejo

May 27, 2015 by

Sentada no sofá, observava a fumaça do cigarro fugir pela janela. A determinação da porta e os oito passos a fizeram dar uma longa e última tragada. A lâmpada aquecia as fotos da mesa ao lado, enquanto iam afundando nas lágrimas do copo com o líquido diluído. Uma sombra cresceu sobre ela. Apagou o cigarro nas bitucas do cinzeiro. Dedos secaram as nascentes em...

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Veja-me
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Veja-me

May 12, 2015 by

Deixar os outros para traz era o que mais fazia e era também o que fazia de melhor. Seus comentários eram sempre pontuais e sutis. Considerava-se esperto suficiente para não notarem, mas suas atitudes não eram novidade para ninguém do seu convívio. Calculista quando precisava e cativante suficiente para arrancar um suspiro aqui e outro ali num primeiro contato, não levava muito tempo para...

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